5 dicas para investir em ações no longo prazo e não sofrer com as crises

Quando dá os primeiros passos na bolsa de valores, o investidor logo é convidado pelo banco ou corretora que escolheu a preencher um questionário para identificar o seu perfil: conservador, moderado ou arrojado. Vários gostam de se ver como arrojados mas não conseguem dormir à noite em tempos de turbulência no mercado financeiro, como foi o primeiro semestre deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Em 2020, a trajetória de montanha-russa do Ibovespa, o principal índice acionário da bolsa B3, tirou o sono de muitos dos dois milhões de brasileiros que começaram a aplicar em ações desde 2017: entre janeiro e março, despencou 47%, e desde então avançou 65%.

Se a bolsa é, segundo investidores famosos como o bilionário Warren Buffett, uma aplicação de longo prazo, de que maneira se deve enfrentar as crises sem sofrimento? Confira as dicas de Louise Barsi, filha do lendário megainvestidor brasileiro Luiz Barsi, que saiu do zero para construir uma fortuna na bolsa. Junto com Felipe Ruiz e Fabio Baroni, Louise ensina a estratégia de Barsi para alcançar a independência financeira e viver de renda no curso Ações Garantem o Futuro. Clique aqui para conhecer o curso!


1 – Antes de pensar em investir, tenha uma reserva de emergência

Guarde o equivalente à soma de suas despesas em um período de três a seis meses em uma aplicação de baixo risco como a poupança ou a renda fixa para o caso de alguma emergência. Sabendo que está coberto caso perca o emprego ou enfrente uma doença na família, o investidor não precisa se preocupar se as suas ações caírem demais em uma crise.

2 – Assegure-se de que não vai precisar do dinheiro aplicado em bolsa no curto prazo

Muitos investidores enganam a si mesmos ao começar o planejamento da aplicação em ações. Apesar de saber que a melhor estratégia é ter um horizonte de longo prazo, na verdade vão precisar do dinheiro usado para investir na bolsa em um prazo mais curto. É prejuízo na certa, porque, diante da necessidade de resgatar o dinheiro aplicado, o investidor pode vender suas ações a um preço mais baixo do que o de compra. Se as suas finanças lhe permitem esperar o devido tempo, o investidor consegue ter lucro.

3 – Invista apenas com o seu próprio dinheiro

Em momentos de euforia, como durante as semanas em que o Ibovespa começou a se recuperar do tombo provocado pela pandemia do novo coronavírus, muita gente quer entrar na bolsa sem ter dinheiro para isso e acaba pegando emprestado – de um parente, do cheque especial, da corretora (operando alavancado, como se diz no jargão do mercado). “A conta que se faz é: com a Selic a 2,5% ao ano, posso comprar ações de uma empresa que pague dividendos de 6% e, com a diferença, quito os juros do empréstimo. Porém, a bolsa é considerada um investimento em renda variável, e a renda variável varia para cima e também para baixo. Caso por algum motivo uma empresa deixe de gerar um bom rendimento, o investidor vai ter que arcar com os custos do empréstimo sozinho”, diz Louise.

4 – Escolha ações de setores perenes

Empresas que prestam serviços essenciais – aqueles dos quais ninguém consegue escapar, como energia elétrica – são a escolha mais acertada. Muitas são concessionárias do governo e têm contratos de longo prazo, reajustados de tempos em tempos. Em uma crise, todas as companhias sofrem, mas há as que têm menos perdas.

5 – Conheça bem a empresa investida, seus administradores e sua estratégia

Até as empresas sólidas e lucrativas acompanham a queda da bolsa quando uma crise acontece. Por quê? Uma boa companhia não deveria escapar incólume? Primeiro: não, porque o mercado é irracional. Em tempos de pânico, a palavra de ordem é: venda primeiro, analise depois. Segundo: embora caia durante as crises, geralmente as companhias de qualidade perdem menos valor do que a média. “O ideal é sempre buscar empresas resilientes, que vão sofrer mas vão se recuperar rápido”, diz Louise. Para identificar essas joias, o primeiro passo é descobrir, no balanço, qual é a situação financeira da companhia, se tem dinheiro em caixa ou uma dívida muito alta. Uma queda brusca na receita provocada por tragédias imprevisíveis como a pandemia da infecção respiratória covid-19 pode matar a empresa que não tem margem de manobra. Empresas bem administradas são aquelas que vislumbram rapidamente os potenciais problemas e se preparam para isso – as que têm um nome forte na praça conseguem inclusive garantir a disponibilidade de linhas de crédito nas crises para remediar a situação. Existem, ainda, as que aproveitam as crises parase reinventar, criar novos negócios, conhecer melhor o seu cliente. Essas são as que sempre vão conseguir navegar em mares revoltos. Observando o comportamento das companhias na atual crise já dá para escolher boas alternativas para colocar o dinheiro da aposentadoria.

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