Conheça a cientista que lidera a missão dos Emirados Árabes a Marte

Os Emirados Árabes planejam enviar uma espaçonave para Marte — em sua primeira viagem interplanetária — e a missão está sendo liderada por uma mulher, a cientista Sarah Al-Amiri. A viagem busca coletar mais informações sobre o planeta vermelho, como a temperatura e o clima, e o que está por trás da atmosfera tão árica e empoeirada de Marte.

A missão é um grande salto para os Emirados Árabes, que até hoje apenas lançaram satélites na órbita da Terra. A nave espacial, chamada “Esperança” (Hope), pode demorar sete meses para chegar até Marte. Uma vez lá, ela percorrerá o planeta por um ano marciano, ou seja, 687 dias.

Imensidão do universo e as complexidades do espaço sempre despertaram curiosidade em Sarah. Aos 12 anos, Amiri — que hoje é Ministra das Ciências Avançadas do país — viu a imagem da galáxia de Andrômeda, a mais próxima da Via Láctea. Ela não conseguia entender o que significava Andrômeda estar há 2.5 bilhões de anos-luz da Terra. Então, começou a estudar mais sobre o espaço e aos poucos ela se deu conta que esse enorme conjunto de galáxias, estrelas e panetas era baseado em equações matemáticas e teorias cintíficas.

 

Quando passou a se aprofundar mais no assunto, Sarah percebeu que este era um campo que poucos tinham acesso, e os estudos eram limitados a apenas alguns países. Os Emirados Árabes ao menos possuíam uma área de pesquisa sobre o espaço. Após fazer faculdade de ciências da computação, Amiri foi chamada para participar do programa espacial dos Emirados Árabes, que ela ao menos sabia da existência.

O país havia decidido contribuir com a humanindade. A missão era chegar à Marte antes que completassem o aniversário de 50 anos dos Emirados, ou seja, antes de dezembro de 2021. Eles teriam seis anos para organizar a missão — o que geralmente levaria pelo menos dez anos.

“Somos um país que está atrasado para a competição espacial na perspectiva global”, disse al-Amiri à revista científica britânica Nature no início deste mês. “É natural que as pessoas pensem que isso é loucura”, acrescentou ela.

A missão também mudou paradigmas sociais. Segundo a Nature, as mulheres representam 34% da missão e 80% de sua equipe científica, significativamente superior aos 28% da média nacional. Amiri espera que esses números sejam cada vez maiores, ampliando o envolvimento dos jovens nos campos da ciência e tecnologia dos Emirados.

“A ciência para mim é a forma mais internacional de colaboração”, disse al-Amiri. “É ilimitado, sem fronteiras e é movido pelas paixões dos indivíduos em benefício da compreensão humana”.

Seu portfólio vai muito além de missões espaciais. Como ministra, seu mandato inclui “aumentar as contribuições das ciências avançadas para o desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidose sua economia”. 

“Quando você fala sobre a economia dos Emirados Árabes nos próximos 30 anos, uma de suas fundações é a ciência e a tecnologia, porque você quer ter uma economia baseada no conhecimento – conhecimento de produção, utilização de conhecimento e criação de ativos intangíveis”, disseal-Amiri à agência de notícias oficial dos Emirados.

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