Giraffas aposta em hamburgueria e em venda de produtos no varejo

A rede de faz food Giraffas tem buscado diversificar sua atuação na crise. Agora vai apostar em hamburguerias e em produtos para o varejo. “Temos buscado desenvolver novos produtos e formatos. Esse é um momento que requer muita criatividade, estamos com cabeça de startup, pensando em coisas novas”, afirma o presidente do Giraffas, Carlos Guerra.

O novo formato de loja, batizado de Giraffas Burguer, é mais enxuto que as lojas tradicionais da marca, e uma alternativa para crescer em cidades menores do interior do país em um momento de crise econômica. A primeira loja do modelo será aberta em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

O novo formato mira cidades de 100 mil a 200 mil habitantes, podendo chegar a municípios ainda menores. O foco da rede de fast food é abrir unidades em regiões ligadas ao agronegócio, um dos poucos setores da economia que vivem um bom momento, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. A expectativa é ter cinco unidades no formato até o fim do ano.

“O Giraffas nasceu em Brasília e já tem força em cidades do interior. A novidade que estamos trazendo é um perfil de franquia um pouco mais barato, acessível a mais franqueados, diante da maior aversão ao risco”, afirma Guerra.

A ideia é que o novo formato tenha investimento inicial de pouco menos que 300 mil reais, incluindo a taxa de franquia, que pode ficar entre 20 mil e 30 mil reais. A loja vai vender hambúrguer, sanduíches de frango, sorvete e milk shake. O foco são as lojas de rua, que são mais baratas e não ficam sujeitas às restrições dos shopping centers em tempos de pandemia.

A aposta na hamburgueria significa também uma volta às origens do Giraffas, que começou a operar em Brasília nos anos 1980 como uma casa de lanches.

A rede também tem alterado algumas lojas já existentes a fim de atender ao novo momento do mercado. Uma unidade em Brasília passou a atuar no formato drive-thru. Outras estão testando o modelo drive-in, em que o cliente recebe o pedido no estacionamento da unidade.

O Giraffas se prepara ainda para se aventurar pelo varejo. A marca vai passar a vender sua maionese para os clientes que quiserem levar o item para casa. O produto foi desenvolvido pelo fundador Carlos Guerra e depois adaptado para a fabricação em escala industrial. Inicialmente, estará disponível nas lojas da rede. Depois, a ideia é oferecer em redes de supermercados.

“Passamos anos tentando adaptar a receita caseira para uma produção industrial. Até que conseguimos. Agora eu não faço mais a maionese caseira e comecei a usar a nossa industrializada”, diz Guerra.

A rede de fast food já estuda levar outros produtos para o varejo, como hambúguer, batata chips e molhos. Com isso, a ideia é seguir o movimento do consumidor, que está cozinhando mais em casa.

Os movimentos fazem parte de um esforço da companhia em buscar alternativas para o momento de crise que atinge todo o setor. Recentemente, o Giraffas lançou produtos em formato de rotisseria, para refeições em grupo, em casa ou no trabalho.

A modalidade é uma espécie de delivery tamanho família: em vez de encomendar pratos individuais, os clientes podem pedir uma feijoada para cinco pessoas, por exemplo, e dispor os pratos na mesa para que cada um se sirva como preferir. Também tem investido no delivery.

O Giraffas tem cerca de 400 lojas espalhadas pelo país, boa parte delas em praças de alimentação de shoppings. Cerca de 100 unidades continuam fechadas devido à pandemia. A expectativa da rede é terminar 2020 com faturamento de 30% a 40% menor que o de 2019. A rede faturou 750 milhões de reais em 2019, alta de 10% em relação a 2018.

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