LinkedIn demite 960 funcionários em ajuste ao mundo pós-covid-19

O LinkedIn, maior rede social corporativa do mundo e parte da Microsoft, anunciou nesta quarta-feira a demissão de 960 funcionários dá área comercial — cerca de 6% de seus funcionários em todo o mundo. Os cargos vão ser unificados ou substituídos por ferramentas digitais, voltadas sobretudo a serviços como pequenas empresas. No Brasil, os funcionários demitidos ficarão na companhia até 21 de agosto.

Num comunicado publicado no próprio LinkedIn, o presidente da companhia, Ryan Roslansky, afirmou que embora veja muitas oportunidades adiante, “tomamos a decisão difícil de reduzir o número de funções em nossa equipe de vendeas e de atração de talentos”. “Isso não é de forma alguma um reflexo do incrível talento que esses empregados possuem, é um reflexo de como estamos desenvolvendo o negócio para melhor apoiar nossos funcionários e clientes”, afirmou.

“Para nossos funcionários de saída, obrigado pelo impacto positivo que causaram. E para nossos empregados que ficam, obrigado por apoiar as pessoas que estão saindo e por nos ajudar nessa mudança. O LinkedIn não seria o que é sem paixão, talento e comprometimento que todo funcionário traz ao trabalho e serei sempre agradecido às pessoas que ajudaram o LinkedIn a ser o que é hoje”.

Na segunda-feira, Roslansky havia enviado mensagem interna aos funcionários da companhia delineando o plano de negócios da companhia. “Estamos entrando em nosso novo ano fiscal com um senso de urgência maior que nunca para estar à frente das mudanças de paradigma que estamos enfrentando”, escreveu.

Roslansky faz referência à clara mudança de estilo de vida e de trabalho de milhões de pessosas mundo afora. “Em todo lugar, pesoas estão se adaptando a novas formas de estar conectadas, aprender, se relacionar, vender, contratar e encontrar trabalho”, afirmou.

Nas últimas semanas, segundo a Exame apurou, a companhia enviou todos seus funcionários para casa com apoio financeiro para a compra de equipamentos eletrônicos e de mobília para facilitar o trabalho remoto. Também adaptou seus produtos para atender melhor seus clientes durante a pandemia do novo coronavírus. A companhia lançou, por exemplo, ferramentas para realizar eventos, entrevistas e feedbacks virtualmente. Também atualizou sua plataforma “Voices” com nomes relevantes para este novo momento e ofereceu serviços de graça para empresas e entidades dedicadas a combater a pandemia.

Entretando, segundo Roslansky, a companhia foi impactada com a redução no ritmo de contratações pelo mundo. Os funcionários de saída receberão dez semanas de indenização, continuidade no plano de saúde, poderão ficar com computadores e smartphones e receberão assistência individualizada para transição de carreira. Disso a companhia, comprada em 2016 pela gigante Microsoft, entende bem.

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