Estamos todos no mesmo barco nesta crise, diz fundador da Centauro

Empreender e manter um negócio é um desafio na crise causada pelo novo coronavírus. Para debater o tema, EXAME e Money Report, no 1º Fórum Digital de Empreendedorismo, Negócios e Transformação Digital, convidaram empreendedores como José Carlos Semenzato (da SMZTO Holding), Renata Moraes Vichi (presidente do Grupo CRM) e Sebastião Bomfim (fundador da Centauro) para uma transmissão ao vivo. 

Renata Moraes Vichi assumiu em março de 2020 o posto de presidente do Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau, Lindt Brasil e Kop Koffee, com mais de 855 lojas no Brasil. A executiva é filha do empresário Celso Moraes, que comprou a Kopenhagen em 1996. Formada em publicidade, marketing e administração, trabalha na companhia desde os 16 anos de idade. Em 2008, quando era diretora comercial e de marketing, liderou a criação da segunda marca do grupo, a Chocolates Brasil Cacau. 

Durante a pandemia, a empresa viveu um grande desafio para atingir as metas da Páscoa, a data mais importante para a empresa no ano. “45% da rentabilidade dos franqueados vem da Páscoa, e quando a pandemia começou estávamos a 25 dias da data comemorativa”, diz Vichi. Com muita agilidade e um comitê de crise preparado, o grupo conseguiu atingir a marca histórica de venda de 94% dos produtos sazonais. “É um momento de avanços e retrocessos, precisamos estar preparados para isso. A covid-19 trouxe mostrou que a última coisa que vai nos acompanhar é previsibilidade, nosso poder de reação tem que ser diversificado”, diz a executiva.

Já o mineiro Sebastião Bomfim Filho deixou, no começo dos anos 80, uma fábrica de balanças falidas em Belo Horizonte para fundar a loja de artigos esportivos Centauro. Em dezembro de 2015, ele deixou o posto de presidente do Grupo SBF e promoveu o Pedro Zemel, de 32 anos, ao cargo. Em 2019, o grupo abriu capital, levantando 772 milhões de reais. Em fevereiro deste ano, após perder a disputa pela compra da Netshoes com o Magazine Luiza, a Centauro anunciou um investimento de 900 milhões de reais para comprar a distribuição brasileira da fabricante de artigos esportivos Nike.

Apesar da crise atual, o empreendedor se diz um “eterno otimista, mas com juízo”. Ele acredita que o país vive um momento extremamente difícil, mas que segue no caminho certo em vários aspectos. “Nunca vi, nos meus 39 anos de experiência, juros de 2% e tantos agentes de crédito funcionando”, diz o fundador da Centauro. O que ele mantém em mente, e recomenda que os empresários também pensem, é que não é uma crise isolada de determinada empresa ou setor. “Quando todo mundo está dentro do mesmo barco, a força de remada é muito maior para que todos saiam desse processo”, afirma Bomfim Filho.

O terceiro empreendedor a falar é José Carlos Semenzato, empresário que está acostumado com desafios. O empreendedor, jurado do programa de televisão Shark Tank, começou a trabalhar aos 13 anos vendendo coxinha no interior de São Paulo e hoje é dono da SMZTO Holding de Franquias, que atua na gestão e na aceleração de negócios no franchising. Dentro do portfólio do grupo estão redes de depilação, educação e alimentação, como a Espaçolaser, o Instituto Embelleze e a Oakberry. Desde o começo da crise, Semenzato defende que as empresas tentem salvar os empregos para salvar seus negócios no longo prazo. 

Juliano Ohta, presidente da Telhanorte Saint-Gobain, Daniel Cherman, da Tishman Speyer e Eduardo Diogo, diretor do Sebrae, também participam do evento. 

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