PILLAR, Analice Dutra (Org.). A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 1999.

Nos anos de 1980, o ensino da arte começou a tomar novos rumos com a difusão de leituras e releituras. No campo da leitura, muitos estudos têm sido efetuados em relação à leitura da imagem, em geral, e da obra de arte. Podemos dizer que a leitura de imagens é uma forma de traduzir algo com formas, cores, texturas e volumes.
O que observamos tem sempre a marca, registro do conhecimento e imaginação de quem observa.


Na pluralidade da leitura, o olhar de cada pessoa está abarrotado de experiências anteriores, associações, lembranças, interpretações, fantasias, expectativas etc, que constituem a construção de conhecimentos visuais. Portanto, o que vemos é o que conseguimos interpretar do que é visto, o que é significativo.


Na Leitura Crítica do mundo, Paulo Freire diz que o aprender está vinculado a uma relação dinâmica de linguagem e realidade.
A leitura da imagem precede a leitura da palavra cita Paulo Freire e Luiz Camargo.


Na leitura da obra de arte, segundo Aumont (1955) – “a obra de arte tem uma inventividade claramente superior a qualquer outra imagem.”
A leitura de uma obra de arte seria a possibilidade de estabelecer um significado, sentido e compreensão a obra.


Podemos alterar nossas visões da realidade ao vermos uma imagem e “saboreá-la” nos seus diversos significados.


Releitura a reinterpretação, através da pintura, colocando nossos propósitos na construção de um novo sentido no contexto.
Há um grande distanciamento entre releitura e cópia. Pois na cópia não há criação. Na releitura, há uma transformação no referencial, pois o artista parte de uma obra para criar o seu próprio trabalho.
Um dos modos de se falar da imagem é a intertextualização.
A intertextualidade, segundo Pañuela é a relação da imagem como relação ao amor.


A intertextualização se divide em: explícita e implícita.
A compreensão do desenvolvimento estético – Maria Helena Wagner Rossi
Na classificação dos estágios da compreensão estética Abigail Housen e Michael Parsons são muito considerados.
Estudos de Housen determinou cinco tipos de leitores: Accountive, construtive, classifying, interpretative e re-creative, que são também denominados estágios do desenvolvimento estético.
Os estágios são:


 estágio Accountive (descritivo narrativo) é uma leitura egocêntrica;
 estágio Construtive (construtivo) é o julgamento baseado naquilo que o leitor acredita ser verdade;
 estágio Classifying (classificativo) é um olhar subjetivo e arbitrário, com associações das próprias experiências;
 estágio Interpretative (interpretativo) é estético-individual, baseado nas informações de imagem.

À medida que o leitor evolui, cresce sua habilidade de leitura. Durante toda vida haverá o desenvolvimento estático.


O arte-educador brasileiro se em propostas pedagógicas que correspondem a: conteúdos, metodologias e objetivos didáticos.


Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidos –
O artista, ao trocar seu ateliê e oficina por laboratórios com recursos computacionais e multimídia, e elementos científicos, articula, interdisciplinarmente, conceitos operacionais.
Na integração das tecnologias, o sistema biológico se conecta aos sistemas artificiais, adicionando-se, transformando-o, fundindo ciências humanas e biológicas.


As interfaces de um novo campo sensório motor são disciplinas dos processos mentais.
Com os softwares sofisticados gerando imagens, cinema, vídeo, sons, formas, textos etc, digitais de realidade virtual, modificando nossa relação com o mundo, transformando toda e qualquer barreira.
Segundo Mc Luhan, o artista é um especialista que consegue perceber e enfrentar as mutações sensoriais.


Arte e Tecnologia
A relação arte e tecnologia diz respeito à transformação da matéria, pelo artista, para o processo de trocas de informação em micro-unidades de partículas do mundo imaterial, incorporando a área científica à linguagem artística por meio de elementos plasmáveis, possibilitando, assim, expressões de autores ligadas a fenômenos vitais.


O público, ao interagir, modifica a idéia inicial proposta pelo artista. Torna a arte mais participativa. A incorporação da tecnologia na arte faz com que as artes participativas das comunicações sejam favorecidas pelas tecnologias digitais.
Arte tecnológica é toda prática de conotação artística que se serve das novas tecnologias, tendo por objetivo um fim artístico.


Edmond Cochot, Frank Popper e Píer Luigi Capucci com uma arte tecnocientífica manifestaram-se nos anos de 1960 e 1970.


A arte e a Tecnologia eletrônica
As imagens são geradas por meio de diversas técnicas e procedimentos eletrônicos, originando uma metamorfose em montagens sucessivas.
Imagens e metamorfose


A bagagem de imagens criadas e transformadas eletronicamente nos traduz um processo metamorfósico dessas imagens.
Transformando imagens gravadas, em fitas ou em programas, recriam-se figuras, modelando formas e modulando o tempo. O tempo é tocado, plasmado, ganhando materialidade, criando as formas mais diferentes das experimentadas na realidade.


Imagens científicas
Mudando-se o rumo da arte, ciência e tecnologia, no campo das imagens, em momentos e espaços metomorfósicos, numa dimensão ampliada e atomizada do universo. É imensa a lista de produções da Artificial Life, com enorme sofisticação na mídia e documentários. Na Vida artificial as produções são extremamente importantes para a Genetic Art.
As representações fechadas, terminadas de uma tela, escultura, ou mesmo de um vídeo, são superadas, pois as tecnologias admitem a comunicação do público ao tecido da obra, aumentando as perspectivas de interação, comunicação e troca de informações.


A interatividade tecnológica
Hoje há duas formas de interatividade durante o processo de criação e fruição.
A interatividade criativa ocorre na fusão do ilusório do artista com o da máquina, ou seja, as idéias do artista movem-se nas potencialidades dos bancos de dados, contaminando-se com a máquina. Dentre as produções mais interessantes em imagens computadorizadas estão os artistas: Michel Bret, Yoichiro Kawaguchi, Mervé Huitric e Monique Nahas. Nos trabalhos de computação gráfica estão: Toy Story, Like a Rolling Stones e City of Lost Children.


A probabilidade dinâmica e processos de aplicativos multimídicos originam-se de forma diferenciada de um quadro ou pintura.
Na arte interativa, administrada por computadores, a partir de links, se produz arte transformando o objeto, com a passagem aberta, e autorizada ao público, durante a criação.


Os ambiente Virtuais
O necessário é a relação corpo, espaço, arquitetura, em experiências que envolvam todos os sentidos.
Nas instalações tecnológicas, ocorrem trocas e mudanças de energias do corpo e a energia artificial dos aparelhos. O artista propõe, nestas mobilidades, os recursos de vídeo e os recursos computacionais.
Nas instalações de vídeo estão: Paik Bill Viola, Runztel, Mutandas e Gary Hill.


As vídeoinstalações e multimídias exploram as tecnologias de vídeo e interface eletro-eletrônico, propiciando a inclusão do participante nas imagens. A fruição surge através de atividades sinestésicas, recriando-se figuras e interagindo no sentido pleno.


Com as interações computadorizadas, podemos ser levardos aos limites do virtual e real. Nesta área podemos citar os trabalhos de Jeffrei Shaw e Nancy Patterson, e nas várias situações na Exposição do Futuro, na Cidade das Artes das novas Tecnologias em Montreau, O Sonho Telemático de Paul Sermon, Jill Scott em Fronteiras da Utopia, na qual a interação é presencial ou não, e o real se funde com o imaginário.


No campo da dança e música, o produto obtido é uma inversão na relação tradicional, em que a música composta é conduzida pelos movimentos do corpo. Podemos citar a intersection de Don Ritter, do Canadá, Inter Dis-Comunication Machine de Kajuhiky Hachiya, Japão.


Msaki Fujihata, no seu trabalho interativo em network e escultura Global Interior Project, mostra um trabalho no qual as pessoas podem falar e discutir a metafísica do real.


Em Trans-E, My Body, My Blood é oferecido um ritual de corpos e diálogos que experimentam alucinações virtuais em tempo real, onde as pessoas podem intervir e se comunicar no mundo real com o imaginário.
Nas realidades virtuais temos as montagens de Marine Safety, em Rotterdam, durante a Isea 1996, em que as imagens são projetadas em 360°, com a interatividade do real com o virtual.


A arte na rede
A socialização da arte e de obras se dá em áreas compartilhadas pelo autor e o público, através de websites artísticos.
Hoje, a internet é um veículo de divulgação de trabalhos de artistas, produções interativas, museus virtuais, galerias planetárias etc. Como por exemplo, Frank Popper que, no Centro Georges Pompidou, foi o primeiro a usar redes telemáticas com o evento Eletra.


Assim vão se somando as produções às técnicas interativas, a robótica e as redes de comunicações.
Na sociedade da cibercultura é de suma importância as comunidades virtuais.
O homem, ao ser assistido por um computador, agrega uma comunicação integral e integrada, com a informatização, numa espécie de desmaterialização do corpo.


Assim, cabe aos especialistas e artistas em cultura eletrônica, pela criação, evidenciar que as tecnologias modificam nossa maneira de sentir, nos ampliando.
As relações Arte/Tecnologia no Ensino da Arte -Cláudia Zamboni de Almeida
Por volta dos anos de 1980, o ensino da arte foi introduzido no Brasil com novas abordagens, que valorizaram a imagem, comprometidas com o desenvolvimento estético e artístico.


As relações das artes com as tecnologias das imagens da arte contemporânea são merecedoras de um espaço nas aulas de releituras.
Compreensão das relações entre arte e tecnologia
Ao incorporar novas ferramentas, invadir as inovações, dispositivos tecnológicos e avanços científicos, o artista contemporâneo revela percepções extracorporais, chamando o expectador a participar e a ser um co-autor da sua obra.


Três paradigmas foram estabelecidos por Lúcia Santaella no processo evolutivo de produção de imagens considerando-se os recursos, instrumentos ou técnicas disponíveis em cada época: pré-fotográfico, fotográfico e pós-fotográfico.
As imagens dos computadores podem ser sintéticas ou analógicas. A computação gráfica e o vídeo fazem parte, atualmente, do nosso cotidiano.
A contemporaneidade artística encontrou, nas produções de imagens, a hibridação, não sendo mais os museus os espaços restritos das artes. Hoje, elas estão na Internet, nas home pages de artistas com possibilidades de interatividade à distância.


Hoje, vivemos num intenso mar de imagens, uma interpolação frenética de imagens, provocando os sentidos e sendo o desafio para o homem contemporâneo, que se vê carregado de informações visuais.
Convocações Multissensoriais da Arte do século XX – Ana Cláudia de Oliveira


Com toda mescla de movimentos nas mais diversas áreas, na passagem do século XIX para o XX até a 2ª Guerra Mundial, encontrou-se uma trajetória de identificação dos elementos nas suas linguagens: a pintura, a fragmentação analítica das imagens; escultura com a tridimensionalidade através da bidimensionalidade pictórica, a música, som, dança e movimentos com especificidades numa complexa reunião intersemiótica.
A mutação do papel do receptor gerou transformações na concepção de arte, direcionando o espectador pelo intelecto, sensorial e sensibilidade a participar por inteiro da obra de arte.


Estes estímulos no prazer de sentir prazer estético aparecem como um desafio gigantesco no final do século XX.
O artista quer re-humanizar os homens, mostrando modos e finalidades da arte, recolocando as tecnologias a seu serviço.
Articulação multissensória e recepção na arte contemporânea, com todas as conquistas tecnológicas, sentem o contraste dos ambientes museológicos, no distanciamento e proximidade dos objetos da arte.


No Brasil, destacam-se dois artistas operando na inserção do receptor na construção da obra: Lígia Clark e Hélio Oiticica, cuja obra tem o propósito de causar emoção estética e satisfação sentimental.


As Escuelas da Pintura al Aire Libre do México: Liberdade, Forma e Cultura


Integrando a arte como cultura e livre expressão, de 1913 e 1920 a 1933, época em que a liberdade de expressão era associada ao conhecimento sistematizado, e baseado nas escolas de Dudley, onde se pretendia despertar a juventude para a apreciação da Arte mexicana, recuperando o orgulho nacional.


A 1ª Esculela al Aire Libre foi criada em 1913, tendo como diretor Alfredo Ramos Martinez.


José Vasconcelos, Reitor da Universidade do México, cria possibilidades de veículos de divulgação do modernismo e muralistas, popularizando a Arte. Destacando-se Orozco, Rivera entre outros que, mais tarde, se opuseram às políticas culturais de José Vasconcelos.
As escuelas al Aire Libre multiplicaram-se, comprovando as diversidades raciais e sociais dos alunos, exibindo as obras produzidas de crianças e adolescentes.


Pelos resultados obtidos, foram submetidas a um currículo vigente em outras escolas, perdendo o caráter experimental que tinha possibilitado o seu sucesso.


Educação estética, arte e cultura do cotidiano


Uma reflexão sobre a dimensão estética do conhecimento em arte e sobre a arte.
Ítalo Calvino, artista pós-moderno, afirma que o poder sucessivo da imagem reforça a idéia que, na arte criam-se métodos de apreensão, compreensão e reflexão.


O conhecimento tem uma base comum, a forma e a formativa, para Cassier (1995) os sistemas simbológicos são um esforço humano para se relacionar com as diversidades e compreender o vivido densa e inexplicavelmente.
Essa idéia simbológica de Cassier para Herbert Read (1957) diz reivindicar a arte como prioridade genética e histórica.


São vitais as interatividades, entre espaços e tempos estéticos do cotidiano, no movimento de busca de um equilíbrio.
Com as restrições da ciência e metafísica tradicionais fez-se a sensibilidade e o emocional apagar a corporalidade, ao singularizar as características, garantindo um simbolismo generalizado.


Com Cassier, iniciou-se um processo de análise profunda como hermenêutica da construção coletiva, pelo qual a plasticidade se configura como uma imagem primordial de realidade imaginativa.
Michel Maffesoli (1996) em sua análise crítica sobre o papel estético na sociedade, o estético é fundamental, ao mesmo tempo, por meio de sutis estratégias convenientes dos poderes.


Hoje, a estética é uma conexão direta da obra de arte e fundamental para formação de outras formas de experiências.
Com consciência política precisamos integrar a arte, educação e a cultura às necessidades de nosso povo.


Para os neurobiologista Maturana e Damásio, é de suma importância a sensibilidade e emoções para se resgatar a cultura e interações, na construção do conhecimento estético.


Paulo Freire (1977) e Ítalo Calvino admitem que o olhar pede: reciprocidade, paixões e parcerias solidárias e intensas.


Na articulação da força emocional da imagem, o papel do professor traduz elementos sensíveis, fruindo diretamente na arte, as formas, plasticidade, resultando em interações significativas no plano dos valores e atitudes.
Analice Pillar (1996) em comentários diz que ao lermos uma obra de arte,

“Estamos nos valendo de nosso conhecimento, artístico ou não, para dar significação à obra”.


O ator e a visualidade – uma experiência com alunos atores – Mirna Spritzer
Experiências de alunos-atores da UFRGS sobre o quadro A Parábola dos Cegos de Bruegel e o texto teatral Os Cegos, de Ghelderode. As diferenças e semelhanças dos personagens do texto com a pintura revelam uma composição com qualidades bem distintas.
Construindo imagens que se transformaram e transformam todos materiais visuais oferecidos para os atores, transpondo para a composição de um corpo, para emoção, voz, intelecto.


As transformações das imagens na literatura infantil


A possibilidade de sermos iguais ou parecidos com os personagens é encontrada nos contos.
Três são as formas ancestrais de narrativa: a mitológica, a folclórica e a fábula, que se originam no final do século XVII, na França destinando-se à literatura infantil. O primeiro livro produzido foi Orbis Sensuallium Pictus, escrito por Comenius, Alemanha 1654.


No passar dos séculos a concepção de infância mudou, e a literatura também. Hoje a literatura infantil tem um grande papel no cotidiano da criança, com o o mundo infantil passando a ter uma identidade específica de bens, se destinado a suprir e satisfazer o mercado de trabalho.


Imagem da arte na literatura infantil
Artista já consagrado, Gustave Doré, quando ilustrou Júlio Verne, com seu estilo próprio, não tinha a intenção de extrapolar a texto literário.
Atualmente, alguns ilustradores buscam em obras consagradas, elementos para os seus trabalhos.
Com relação à arte, são feitas referências, evidenciando-se grandes artistas plásticos criando jogos significativos e signos plásticos, formais, de cores e compositivo.


Em meados do século XX, inserindo, colando, adaptando, enriquecendo e variando características de artistas, o ilustrador artista atual busca referência da história da arte, ou algum cânone estético.
Atualmente, as ilustrações e textos visuais estão relacionados com a realidade imaginada ou real, convocando as crianças a conhecê-los e percorrê-los.


Dalmatas – amizade e preconceitos


Fazendo-se a análise da ação-pedagógico cultural do desenho de Disney (1955), fundamentando-se no conceito de literatura infantil, desmistifica-se a ingenuidade do desenho.
O desenho origina-se em Londres, com Roger e Anita se casando e, ao mesmo tempo, a união de seu cachorro dálmata – o Pongo com Prenda.
A principal trama do desenho desenvolve-se pelo interesse de Cruela Devil, colega de Anita, pelos filhotes do casal de dálmatas.


Analisando-se o desenho, tem-se a nitidez da política de identidade utilizada por Disney, onde o racismo, os padrões de beleza, gênero, valorização do trabalho intelectual e as relações de poder econômico encontram-se na construção dos personagens e a trama.
Ao criar imagens e textos sonoros, que se introduzem no universo emocional infantil, Disney nesta cultura infantil tem formado gêneros raciais e de classes defendidos e definidos por elites econômicas de uma sociedade estratificada em classes, reforçando a rejeição à imagem do preto, idealizando a cor branca. Mudar a imagem do negro na sociedade, e nas mídias integradas, torna-se um fator de urgência, trabalhando com noções de raça e preconceitos.


A infância e a Imaginação – O papel da Arte na Educação Infantil


Na ação lúdica construtiva, a ação racional e imaginação criadora, destacam-se os autores Jean Piaget e Gaston Bachelard, que construíram e desmontaram concepções epistemológicas enraizadas no: raciocínio, a imaginação e o sonho. Para ambos o conhecimento significa pensá-lo como atividade, ação, exercício e movimento.


O primeiro organizador para Piaget (1975) é a ação sobre o objeto, transformando-o, e descobrindo as leis que regem as transformações.
Passando a interagir e participar, cada vez mais intensamente, com racionalidade na experiência, assimilando regras lógicas gerais, o universo do adulto é o meio de desenvolvimento da criança.
Criando situações e espaços para o exercício da liberdade, a criança age e faz, sobre a matéria e o tempo momentos, da ação.


Três são os tipos de conhecimento figurativo: a percepção, a imitação e a imagem mental.
Para Piaget, o fazer artístico do desenvolvimento da criança se estabelece nos jogos de ficção e jogos de construção. O jogo de exercício é o primeiro que aparece na criança, surge depois o jogo simbólico, que, à medida que a criança cresce, transforma gradualmente em representações, bidimensionais e tridimensionais.


Temos, ainda, o jogo das regras sociais ou interindividuais, diferentes do símbolo.
São nos jogos de construção que estão as questões específicas da arte, que permitem a transição entre as três categorias de jogo, por envolver, transformar e acomodar simbolismos.


Ao se estabelecer na criança o jogo, o trabalho, a imaginação e a razão, solidificam-se o pólo extremo da assimilação espontânea do real, para o sistema lógico de significação, organizadas no espaço e tempo.
A atividade lúdica se insere no conhecimento baseado no fazer segundo Bachelard.


O indivíduo criador se expressa, intuitivamente, complementando ao conteúdo, conhecimento, vontade, sentimento e a aparência. Há na fruição lúdica uma interação nos jogos infantis que, por meio artístico, joga esteticamente revelando um fator de conhecimento cultural.
Todas as experiências e ações estéticas resultam na: alegria do fazer, compreender, espontaneidade e concentração e como adversário o inusitado e maravilhoso, com a beleza do momento.

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