Ibovespa sobe com dados da Europa e manutenção de acordo comercial

A bolsa brasileira sobe, nesta terça-feira, 23, em linha com o otimismo externo, após dados econômicos da Europa terem surpreendido positivamente os investidores e o presidente Donald Trump ter afastado a possibilidade de o acordo comercial com a China ter acabado, chegou afirmou seu conselheiro comercial, Peter Navarro. Às 10h15, o Ibovespa, principal índice de ações, subia

Na véspera, logo após Navarro afirmar, em entrevista à Fox News, que o acordo comercial com a China estava “acabado”, os futuros do S&P 500 chegaram a apresentar forte movimento de queda. Mas, logo se recuperou, depois de o presidente Trump ter afastado essa possibilidade por meio do Twitter. Segundo ele, o acordo permanece “intacto”. Posteriormente, o próprio Navarro disse que seus comentários foram “tirados de contexto”.

The China Trade Deal is fully intact. Hopefully they will continue to live up to the terms of the Agreement!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 23, 2020

“Esse acordo é muito importante. A cooperação é uma das melhores alternativas para sair desse processo que causou grandes impactos nas economias”, afirmou Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

A certeza de que o acordo comercial está mantido dá maior segurança para os investidores migrarem para ativos mais arriscados, como ações. Outro gatilho para o movimento positivo nos mercados globais veio de madrugada, com a divulgação dos índices de gerente de compras (PMIs, na sigla em inglês) de países da Europa, que vieram acima das expectativas.

Na zona do Euro, o PMI composto de junho ficou em 47,5 pontos, abaixo dos 50 pontos que delimitam a contração da expansão da atividade econômica, mas acima das projeções de mercado, que eram de 42,4 pontos. Os dados da França e do Reino Unido foram ainda melhores, chegando a apontar para algum crescimento da atividade fabril. Nesses dois países, o PMI industrial ficou levemente acima dos 50 pontos.

“A gente vê um clima de recuperação econômica, com os dados vindo acima dos esperados. Os PMIs da Europa, assim como a valorização do barril de petróleo, mostra que o mundo, aos poucos, está retomando”, disse Bertotti.

No Brasil, o temores sobre os desdobramentos do caso Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, segue como pano de fundo, mas sem exercer grande pressão sobre os ativos.

Também está no radar dos investidores locais a ata do Copom, que reiterou a possibilidade de mais um corte residual de 0,25 ponto percentual. No entanto, os efeitos sobre a bolsa são limitados. “Acredito que isso já esteja precificado, até porque, na data do corte, o comunicado do Bacen já alertava para isso”, afirmou Bertotti.

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