Por que os argentinos foram às ruas neste fim de semana

<p>Manifestantes ao redor do obelisco em Buenos Aires em ato contra a estatização da Vicentín. Argentina, 20 de junho de 2020.</p>(Agustin MarcarianReuters)
<p>Manifestantes seguram cartazes com os dizeres: “parem de usar a quarentena para roubar o país”, durante ato contra a estatização da exportadora argentina Vicentín e contra as medidas de quarentena em função da covid019. Buenos Aires, Argentina, em 20 de junho de 2020. REUTERS / Agustin Marcarian</p>(Agustin MarcarianReuters)
<p>Protesto contra estatização da Vicentín em Buenos Aires, Argentina, em 20 de junho de 2020. REUTERS/Agustin Marcarian</p>(Agustin MarcarianReuters)
<p>Protesto na Argentina: manifestante participa de ato contra a estatização da exportadora de grãos Vicentín e contra endurecimento de medidas de isolamento contra a covid-19 Buenos Aires,, 20 de junho de 2020. REUTERS/Agustin Marcarian</p>(Agustin MarcarianReuters)
<p>Manifestantes de mãos dadas durante um protesto contra a estatização da Vicentín e contra as medidas de quarentena de covid-19. Buenos Aires, Argentina, em 20 de junho de 2020. REUTERS / Agustin Marcarian</p>(Agustin MarcarianReuters)
<p>Protesto na Argentina: manifestante participa de ato contra a estatização da exportadora de grãos Vicentín e contra endurecimento de medidas de isolamento contra a covid-19 Buenos Aires,, 20 de junho de 2020. REUTERS/Agustin Marcarian</p>(Agustin MarcarianReuters)

Milhares de pessoas foram as ruas neste sábado, 20, em Buenos Aires e outras cidades argentinas para protestar contra os planos do presidente Alberto Fernández de estatizar a Vicentín, uma das maiores exportadoras de grãos do país. O evento foi organizado pelas redes sociais pelo setor do agronegócio.

A companhia decretou falência em dezembro do ano passado após sofrer com fortes oscilações cambiais e uma dívida bilionária.

O presidente argentino alega que a decisão atendia um pedido da própria empresa, muito embgora os donos da companhia tenham contestado a decisão, mas o movimento lembrou o mercado e a população do governo da ex-presidente e atual vice, Cristina kirchner, reacendendo o temor de uma política de estado mais intervencionista.

Pressionado, Férnandez recuou neste domingo e disse que vai seguir o plano do governador de Santa Fé, o peronista Omar Perotti em relação à Vicentín, que consiste em ajudar a empresa e trocar sua direção, mas sem estatizá-la. O presidente alertou, porém, que, se o modelo de intervenção falhar, volta a considerar a expropriação da companhia.

Durante os atos de sábado, muitos manifestantes foram vistos também com cartazes e gritando palavras de ordem contra o endurecimento das medidas de isolamento contra a pandemia de covid-19.

A escalada da tensão acontece enquanto a Argentina passa por um difícil processo de renegociação de sua dívida estrangeira, que soma US$ 65 bilhões. O governo também se movimenta para conter o avanço da covid-19, cujo númerode casos vem aumentanto significativamente nas últimas semanas.

Já são 37.510 confirmações e cerca de mil mortos, embora continue num nível mais baixo em comparação com países vizinhos como Brasil, Chile e Peru.

A despeito do sinal ruim, a decisão inicial de Fernandez sobre a Vicent[in não representava, na avaliação da Control_Risks, uma tendência de expropriações generalizadas pelo governo, diz Gabriel Brasil, analista de riscos políticos da consultoria, em post no Twitter.

“Foi tratada como situação extraordinária – e em alguma medida o próprio Fernández era antipático a ela. Recuo reforça isso. Decisão reforça característica de Fernández que se sobressai a todas a outras: pragmatismo”, acrescenta. Quando a pandemia surgiu, a Argentina já completava quase dois anos de recessão.

Dps de protestos intensos ao redor do país, o @alferdez decidiu recuar sobre a decisão de expropriar a Vicentin. Vai manter a ideia apenas como um plano B caso o bail out não funcione.

Decisão reforça característica de Fernández que se sobressai a todas a outras: pragmatismo. https://t.co/ri0Lw5Be7p

— Gabriel Brasil (@GabrielCBrasil) June 22, 2020

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