Banco Mundial: 40% dos programas no Brasil são de proteção ambiental

O novo trabalho de Abraham Weintraub, ex-ministro da educação, envolverá muita discussão sobre política ambiental. O ex-ministro foi indicado pelo governo brasileiro para ocupar uma cadeira no Banco Mundial, instituição criada em 1944 e que teve entre seus fundadores o economista britânico John Maynard Keynes. Nessa posição, Weintraub terá de lidar com 221 projetos ligados ao meio ambiente, incluindo uma iniciativa para aumentar as áreas protegidas na Amazônia

Ao todo, o Banco Mundial possui 523 projetos financiados no Brasil, segundo o site da instituição. Os associados a temas ambientais representam 42,26%. O segundo setor mais representativo é o de infraestrutura e serviços rurais, com 94 projetos, o equivalente a 17,97% do total. O restante está dividido entre os temas educação (7,65%), participação civil (13,58%), administração e gerenciamento de terras (10,33%) e fortalecimento de instituições (8,22%). 

Um dos projetos, chamado  Amazon Sustainable Landscapes Project (Panoramas Sustentáveis para a Amazônia), tem o objetivo de expandir as áreas sob proteção legal na Amazônia e melhorar o gerenciamento das reservas. O governo Bolsonaro, por outro lado, tenta reduzir as áreas protegidas. O custo atual do programa, que foi criado em 2014 e está na sua segunda fase, é de 60,33 milhões de dólares. 

Há também projetos de proteção ambiental no Cerrado e de segurança hídrica em estados do Nordeste. O tema biodiversidade aparece em 42 iniciativas, o que representa 8% do total. 

Em se tratando do volume de recursos investidos, no entanto, o setor em que o banco mais investe no Brasil é o de transporte. Atualmente, 2,4 bilhões de dólares estão empenhados nesse tipo de projeto. Alguns também têm relação com o meio ambiente e a descarbonização da economia, como a iniciativa Transition to Electromobility in Brazilian Cities (Transição para Mobilidade Elétrica em Cidades Brasileiras), cujo objetivo é prover informações técnicas para introdução de ônibus elétricos nas metrópoles brasileiras. 

O governo oficializou a indicação de Weintraub para o cargo de diretor executivo da instituição na quinta-feira, 18, mesmo dia em que ele pediu demissão do cargo de ministro da Educação. A cadeira que poderá ser ocupada por ele representa nove países, além do Brasil: Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá. A indicação terá de ser aprovada pelos demais países. Até hoje, nenhum nome brasileiro foi rejeitado. 

Em seu Twitter, o ex-ministro expressou a vontade de deixar o Brasil. “Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias). NÃO QUERO BRIGAR! Quero ficar quieto, me deixem em paz, porém, não me provoquem!”, escreveu. Weintraub é investigado no inquérito das fake news, no Supremo Tribunal Federal.

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